Porque os furacões geralmente têm nomes femininos ?


kkkk não é por esse motivo.. só para descontrair..

Como são dados os nomes dos furacões?

Entenda por que esses fenômenos são batizados de Katrina, Rita, Wilma...
Você deve ter visto na TV ou nos jornais: no final do mês de agosto, um furacão destruiu boa parte da cidade americana de Nova Orleans. Era o Katrina. Pouco tempo depois, os Estados Unidos enfrentaram outro furacão, o Rita, que causou mais estragos.

Com certeza, após a passagem desses fenômenos devastadores, as meninas que se chamam Rita – ou mesmo Katrina, pois esse nome é comum em outros países – ficaram se perguntando: como são escolhidos os nomes dos furacões? Por que logo o delas foi selecionado? Ciência Hoje das Crianças traz, agora, a resposta!

Já virou tradição batizar com nomes próprios furacões que ocorrem nos países voltados para o oceano Atlântico. Pouca gente sabe, no entanto, que é definido com antecedência como um furacão irá se chamar.

Pois é: existem seis listas, elaboradas por especialistas da Organização Meteorológica Mundial, que trazem 26 nomes cada, um para cada letra do alfabeto. A cada ano, uma delas é empregada e quando todas já foram utilizadas, volta-se a usar a primeira! Assim, a lista dos nomes desse ano será a mesma a ser utilizada em 2011.

Quando um furacão parece estar se formando sobre o oceano, a lista do ano em questão é consultada para que um nome seja dado a ele. Essa denominação, no entanto, não é escolhida ao acaso. É seguida a ordem alfabética. “Dessa forma, pelo nome, descobrimos qual número corresponde à letra inicial e podemos saber se aquele é o primeiro, o segundo ou o terceiro furacão do ano. Por exemplo: a letra K, de Katrina, é a décima primeira do alfabeto. Isso quer dizer que esse furacão foi o décimo primeiro desse ano”, explica o meteorologista Marcelo Seluchi, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

Em geral, não passa de 26, o total de letras do alfabeto, o número de furacões por ano. Mas caso esse limite seja ultrapassado, serão utilizadas letras do alfabeto grego, como alfa, beta, gama etc.

A prática de batizar os furacões com nomes próprios começou na década de 1950, quando os especialistas passaram a identificar o fenômeno por meio das imagens de satélites. Até então eles eram chamados por números e por vezes nem chegavam a ser detectados, sobretudo quando nasciam e morriam sobre o oceano.

A partir de 1950, todos os furacões passaram a receber nomes – e femininos. O primeiro, por exemplo, foi chamado de Able. Esse fato levou várias mulheres da época a protestar. Afinal, não é nada elegante chamar um fenômeno tão devastador de Rita ou Wilma, não acha? Os meteorologistas, então, modificaram a regra. Assim, desde 1979, os nomes se alternam entre femininos e masculinos.

Nem todos os nomes das listas feitas pela Organização Meteorológica Mundial, no entanto, ficam conhecidos pelo público em geral, como Rita e Katrina. “Isso acontece porque os nomes são dados quando o fenômeno está em formação: antes de se tornar um furacão propriamente dito”, explica Carlos Nobre, meteorologista do CPTEC. “Como muitos não passam de tempestades tropicais que acontecem ainda em alto-mar, eles não chegam a ser divulgados, já que não causam destruições no continente.”

Também não são todos os nomes que serão usados novamente, quando as listas voltarem a ser empregadas. “Katrina, por exemplo, sairá da listagem porque a passagem desse furacão foi tão marcante que sempre será lembrada”, conta Marcelo. Nos últimos 50 anos, por exemplo, 62 furacões muito fortes passaram pelos mares do Caribe, pelo oceano Atlântico e pelo Golfo do México. Seus nomes, retirados das listas, são lembrados até hoje.